A felicidade mora no lar

23-03-2011 14:48

A felicidade mora no lar

Quem não está disposto ao sacrifício nunca saberá o que é felicidade

"Os momentos mais felizes da minha vida foram aqueles poucos que pude passar em minha casa, no seio de minha família" (Tomas Jefferson, ex presidente dos EUA).

A maior alegria é colhida, a cada dia, na família. Eu não trocaria por nada toda a vida que vivi em meio aos meus familiares. A alegria de gerar os filhos, educá-los e conviver com eles faz a nossa maior felicidade. Infelizmente, muitos estão enganados pensando que podem buscar a felicidade fora do lar. Não faça isso. Faça a sua vida girar em torno de um lar, pois nada nos faz tão felizes como aquilo que construímos com a nossa vida, com a nossa luta e com a nossa dedicação.

A realidade que mais nos aproxima da ideia do paraíso é o nosso lar. Um homem não pode deixar ao mundo uma herança melhor do que uma família bem criada.

Alguém disse que o mundo oferece aos homens e aos pássaros mil lugares para pousar, mas apenas um ninho. Um homem que não for feliz no lar, dificilmente o será em outro lugar.

O homem percorre o mundo à procura da felicidade, mas volta para casa e a encontra lá.

Leon Tolstói disse que “a verdadeira felicidade está na própria casa. Entre as alegrias puras da família e o carinho da pessoa amada é que somos felizes”. Todo homem pode deixar para este mundo uma grande herança: um seio familiar bem constituído. Terá, então, prestado um grande serviço à pátria e a Deus.

Tudo isto nos ensina que não há autêntica e duradoura felicidade construída fora do lar. Até quando nos deixaremos enganar, querendo buscar a felicidade tão longe, se ela está bem junto de nós? A família é o nosso complemento, a base da sociedade. Nela somos um indivíduo reconhecido e amado; não apenas um número de RG ou CPF.

É no seio da família que cada pessoa faz a experiência própria do que seja amar e ser amado, sem o que jamais será feliz. Quando a família se destrói, a sociedade toda corre sério risco; e é por isso que temos hoje tantos jovens delinquentes envolvidos nas drogas, na bebida e na violência. Muitos estão no mundo do crime, porque não tiveram um lar.

Sem dúvida, a maior tragédia do mundo moderno é a destruição da família. As separações arrasam com os casamentos e, consequentemente, com as famílias. Os filhos pagam o preço da separação dos pais, sofrem com isto. Quando as famílias eram bem constituídas, não haviam tantos jovens envolvidos com drogas e com a violência, com a homossexualidade e depressão. Mais do que nunca o mundo precisa de homens e mulheres dispostos a constituir famílias sólidas, edificadas pelo matrimônio, onde os esposos vivam a fidelidade conjugal e se dediquem de corpo e alma ao bem dos filhos. É isso que dá felicidade ao homem e à mulher.

Infelizmente, uma mentalidade consumista, egoísta e comodista toma conta do mundo e das pessoas cada vez mais, impedindo-as de terem filhos e famílias sólidas.

Ora, é preciso entender que não há, na face da Terra, algo mais nobre e belo que um homem e uma mulher possam fazer do que gerar e educar um filho. Nada pode ser, nem de longe, comparado à vida humana. Nem toda riqueza que há debaixo da terra vale uma só vida humana, porque esta é criada à imagem e semelhança de Deus, dotada de inteligência, liberdade, vontade, consciência, capacidade de amar, cantar, sorrir e chorar. O que pode ser comparado a isto?

Nada pode nos dar tanta satisfação do que ver seu filho nascer, ensiná-lo a andar, falar, escrever e seguir o seu caminho neste mundo.

A felicidade do lar está também no relacionamento saudável, fiel e amoroso dos cônjuges. Sem fidelidade conjugal a família não se sustenta; e esta fidelidade tem um alto preço de renúncia às tentações do mundo, mas produz a verdadeira felicidade. Marido e mulher precisam se amar de verdade e viver um para o outro, absolutamente, sem se darem ao direito da menor aventura fora do lar. Isto seria traição ao outro, aos filhos e a Deus.

Não permita que o seu lar se dissolva por causa de uma infidelidade de sua parte. A felicidade tem um preço; na família, temos de pagar o preço da renúncia ao que é proibido. Não se permita a menor intimidade com outra pessoa que não seja o seu esposo ou sua esposa. Não brinque com fogo.

A grande ameaça à família é a infidelidade conjugal. Muitos maridos e esposas traem os seus cônjuges e trazem para dentro do lar sua infelicidade própria e a dos filhos. Saiba que isto não compensa jamais. Não destrua em pouco tempo aquilo que foi construído em anos de luta. Se você destruir a sua família estará destruindo a sua própria felicidade.

Marido e mulher precisam viver um para o outro e ambos para os filhos. Um poeta disse que viu a mulher na mão do homem como uma harpa que ele não sabia tocar, e ouviu-o queixar-se, porque os sons não eram melodiosos.

O casal precisa saber se perdoar, porque se um não perdoa o outro em suas pequenas falhas, jamais desfrutará de suas grandes virtudes. A felicidade do casal pode ser muito grande, mas isto depende de que ambos vivam a promessa do amor conjugal. Amar é construir o outro, ajudá-lo a crescer, a vencer seus problemas. Amar é construir alguém querido com o preço da própria renúncia. Quem não está disposto a este sacrifício nunca saberá o que é a felicidade de um lar.

O casal precisa ser unido profundamente. Eles devem ser como uma só pessoa. A vida deles deve ser vivida a dois: os mesmos planos, os mesmos projetos, os mesmos valores... Deve ser com a união do café com leite, que ninguém mais pode separar.

Os rios Negro e Solimões se unem para formar o grande Amazonas, e ninguém mais os separa; é assim que deve ser um casal, unidos por toda a vida. Mas isto tem um preço: a renúncia de cada um para viver para o outro. Sem saber dizer não para nós mesmos, não seremos capazes de dizer sim para o outro.

O homem não precisa trocar de mulher para ser feliz. É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a sua vida, quanto dizer que um violonista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música. Se alguém não sabe tocar violino não adianta trocá-lo.

Aprenda que a felicidade não é conquistar uma mulher diferente a cada dia, ou conquistar um homem a cada dia; mas conquistar a mesma mulher ou o mesmo homem todos os dias.

A felicidade dos pais está na geração e na educação de seus rebentos; porque esta é uma missão do casal, dada por Deus.

Acreditar que basta ter filhos para ser pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser músico. Ser pai e ser mãe é muito mais do que gerar filhos, é educá-los em todas as dimensões: física, racional, moral e espiritual.

Uma senhora me disse que os filhos saem da barriga da mãe e passam para a cabeça dela para sempre. É verdade, os filhos são as âncoras que mantêm as mães agarradas à vida. Para educá-los bem, os pais precisam, antes de tudo, de ter tempo para eles e saber conquistá-los; sem isto, eles não os ouvirão e não seguirão seus conselhos. Mas eles devem ser conquistados por aquilo que você é para eles; não aquilo que você dá para eles.

Cada filho é como um diamante que Deus nos entrega para ser lapidado com carinho. Não há alegria maior para um homem do que encontrar alegria em seu filho. E este é a nossa imagem. O filho é educado muito mais pelo exemplo dos pais do que por suas palavras.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br
 

18/10/2010 - 08h00
 

 

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